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'Bolsonaro mostrou não estar pronto para debate democrático", diz organizador de palestra cancelada em Washington

Faltavam menos de 24 horas para o único evento público de Jair Bolsonaro em Washington, nos Estados Unidos, quando a equipe do deputado telefonou para a organização para informar que ele havia desistido da viagem à capital americana.

Confirmada há três semanas, a palestra que aconteceria nesta sexta-feira, na George Washington University (GWU), foi pivô da principal controvérsia em torno da visita do político aos EUA, descrita por aliados como um termômetro para sua candidatura à presidência em 2018.

O convite da universidade ao político gerou protestos, artigos críticos na imprensa internacional e uma carta assinada por mais de 400 professores, estudantes e pesquisadores que manifestaram repúdio a Bolsonaro, descrito como autor de "um discurso de ódio que incita a violência contra comunidades marginalizadas".

Diretor do departamento de Brasil da GWU e organizador da palestra, o americano Mark Langevin criticou as manifestações contrárias ao convite a Bolsonaro e defendeu a palestra como um "direito ao debate democrático".

Mas ele foi pego de surpresa com o cancelamento, no fim da tarde de quinta-feira.

"Bolsonaro mostrou que não está pronto para um debate democrático, aberto ao público, e a um público misturado, formado por simpatizantes, mas também críticos e curiosos", afirmou o professor à BBC Brasil.

Jair BolsonaroImage captionBolsonaro discursa durante evento em Boston (Foto: Reprodução/Facebook)

"Nós estávamos extremamente comprometidos com o debate e tínhamos apoio do reitor, que também participaria", disse. "Os manifestantes não entendiam que na democracia é preciso diálogo".

"Agora a gente vê que este candidato não teve coragem, nem estrutura para debater", lamentou Langevin.

À BBC Brasil, porta-vozes de Bolsonaro confirmaram que o cancelamento partiu da equipe do candidato e apontaram uma decisão de última hora para priorizar compromissos em Nova York.

"O gabinete em Brasilia cancelou e decidiu que é melhor ele estar presente em mais eventos em Nova York. É tudo o que temos a dizer", afirmou a equipe do parlamentar, sem informar quais seriam estes eventos.

Bolsonaro também não quis responder a perguntas da reportagem sobre o cancelamento da palestra em Washington.

Reações

A conferência na GWU seria a única fala prevista de Bolsonaro em uma universidade durante a temporada americana.

No tour pelo país, ele discursou em churrascarias e falou a líderes de igrejas evangélicas em Miami e Boston, onde vivem importantes comunidades de brasileiros. Em Nova York, em uma de suas postagens de maior sucesso no Facebook, apareceu com um dos filhos em um telão da Times Square.

Em Nova York, na quinta-feira, reuniu-se com investidores da organização Council of the Americas e com membros do centro de pesquisas Council on Foreign Relations. Um encontro previsto com investidores da corretora XP Investimentos, entretanto, foi cancelado durante o dia.

Para opositores da fala de Bolsonaro em Washington, o cancelamento é "uma vitória da democracia" contra um político que fomenta "um discurso muito perigoso de ódio".

"A campanha #stopbolsonaro serviu para chamar atenção da comunidade acadêmica e do público sobre as ideias e opiniões extremistas e o comportamento truculento dele. Mostrou que a sua tentativa de impor uma narrativa falsa, normalizar e racionalizar a sua candidatura encontrará resistência", disse à BBC Brasil a professora Sofia Valoch, uma das redatoras da carta de repúdio.

Para Aline Piva, diretora-assistente do instituto Council on Hemispheric Affairs e signatária da carta, o episódio abriu um debate sobre o "papel da universidade não só na legitimação de Bolsonaro, mas também na normalização do discurso de ódio".

"A liberdade acadêmica sempre deve desafiar o status quo, não oferecer palco para pessoas destilarem seu ódio desde uma perspectiva privilegiada", avaliou.

Dois lados

Durante a semana, em artigo crítico publicado no jornal britânico Financial Times, o diretor do Instituto Brasil do Wilson Center, Paulo Sotero, afirmou que o objetivo da vinda aos EUA é "normalizar o senhor Bolsonaro como apoiador da economia liberal e um homem aberto ao diálogo", mas que seus anfitriões "não esconderam o desconforto em acolher uma figura tão controversa, famosa por seu talento para ultrajes".

Mark Langevin, organizador da palestra, discorda.

Jair BolsonaroDireito de imagemGETTY IMAGESImage captionDeputado encontrou-se com lideranças evangélicas em Miami e Boston

"Bolsonaro tem resposta pronta para protestos, este tipo de oposição já encaixa na narrativa dele. As pessoas da carta aberta querem evitar a existência de Bolsonaro e esperam que ele desapareça. Isso não vai acontecer. Queremos democracia", afirmou.

Outros defensores da palestra alegam que mesmo os críticos precisam ouvir o pré-candidato. À reportagem, Valoch rebateu a crítica do professor.

"Não calamos ninguém, apenas questionamos a atitude da GWU em oferecer um palco para um político que defende a ditadura militar, elogia torturador, prega que a minoria deve se curvar à maioria, e rejeita a democracia."

Oportunidade?

O evento acadêmico duraria uma hora e seria dividido em cinco módulos: abertura, política econômica, política social, política externa e uma rodada de perguntas.

Para parte da audiência, seria uma oportunidade de ouvir respostas espontâneas do pré-candidato a perguntas sobre economia, visto como um dos temas menos detalhados da pré-candidatura, que tem priorizado a polarização em torno de debates sobre segurança, direitos de minorias e políticas sociais.

Em suas falas nos EUA, o deputado defendeu o fim da CLT, prometeu usar o dinheiro da Lei Rouanet para financiar pesquisas de tecnologia, disse que reduzirá impostos para empresários e que investirá em parcerias público-privadas para atrair investidores.

"O trabalhador tem seu valor, mas o patrão também", afirmou Bolsonaro em Miami.

Mas não são claras quais seriam as propostas objetivas do militar da reserva para temas como privatizações, política fiscal e monetária, Previdência ou autonomia do Banco Central - à qual ele diz ser contrário, sem explicar como interviria na atuação da instituição.

Para muitos de seus apoiadores, a falta de domínio sobre estes temas não representa desvantagem. "Bolsonaro pegou um caminho excelente. Está calando a boca dos retardados q diziam q ele não entende de finanças. O cara está se esforçando pra aprender como melhorar ...", escreveu um seguidor no Facebook.

Jair BolsonaroImage captionNos EUA, Bolsonaro defendeu o fim da CLT e prometeu usar o dinheiro da Lei Rouanet para financiar pesquisas de tecnologia (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

Em sua página na rede social, o cancelamento da viagem a Washington ainda não havia sido anunciado formalmente por Bolsonaro. Simpatizantes, no entanto, já se manifestavam. "Por favor venha para Washington DC! Estão lhe descendo o pau aqui por causa do cancelamento do evento! Muitos inscritos ... a expectativa era grande Bolsonaro !", pedia uma brasileira.

Comissão do JEPON 2017 penaliza professor e aluno após julgamento e final será sem público

“NOTA OFICIAL 12

A Comissão Organizadora dos Jogos Estudantis de Ponte Nova – JEPON 2017, no uso de suas atribuições, informa a todos que:

 

 

Após julgamento ocorrido na sede da SEMEJ no dia 13 de outubro de 2017, referente aos fatos do dia 10 de outubro de 2017 no Ginásio Poliesportivo do Esporte Clube Palmeirense, definiu-se que:

O professor Roger Mol Ferreira, responsável pelo Instituto Montessori no JEPON 2017, recebeu pena de 02 anos de suspensão de atividades esportivas vinculadas à Prefeitura Municipal de Ponte Nova no âmbito estudantil, ou que represente Ponte Nova, não podendo nem mesmo adentrar nos locais de competição, sem prejuízo de novas penalidades em caso de descumprimento.

Ao adolescente envolvido, foi aplicada a sanção de 02 anos de suspensão de atividades esportivas vinculadas à Prefeitura Municipal de Ponte Nova no âmbito estudantil, ou que represente Ponte Nova, não podendo nem mesmo adentrar nos locais de competição, sem prejuízo de novas penalidades em caso de descumprimento.

As punições dadas aos professores Márcio e Rivo, foram respectivamente de, advertência e suspensão por 03 dias, contados a partir do dia 16 de outubro de 2017, por serem estes responsáveis pela Escola Nossa Senhora Auxiliadora no dia da partida de número 99 do JEPON 2017. Esta punição se dá de acordo com as Notas Oficiais 02 e 05 do JEPON 2017.

A comissão decidiu que, o jogo final entre Instituto Montessori e Escola Nossa Senhora Auxiliadora, Futsal Masculino Mod II, ocorrerá de portões fechados e sem presença de torcida.

Ponte Nova, 13 de outubro 2017.

Comissão Organizadora JEPON 2017.”

Veja no link a notícia sobre o fato que gerou a punição : http://unidadenoticias.com.br/2017/10/12/agressao-a-menor-apos-receber-insultados-em-jogo/

SEMANA DE PREVENÇÃO - OUTUBRO ROSA

  • Publicado em Saúde

Em 16/10, o Hospital de Nossa Senhora das Dores promoveu a abertura oficial da semana do Outubro Rosa. O evento aconteceu com um culto ecumênico e teve a participação de pacientes  da oncologia, médicos , colaboradores e contou com a presença do Padre Nilson, do Pastor Luciano e de Auxiliadora Mucci representante da Doutrina Espírita. Houve ainda uma apresentação de teclado e voz com os músicos  Mazzarello Zaidan e Júlio César.  No final do evento, o médico oncologista Dr. Fábio Reder  agradeceu a todos pelos envolvimento e doação em favor da vida e da prevenção.

​A Campanha se estenderá por todo o mês com palestras nas empresas  e escolas . Tendo ações externas na praça de Palmeiras em parceria com ACIP/CDL e Secretaria  Municipal de Saúde  nos dias 21 /10 a partir da 8h com uma caminhada do Ginási Poliesportivo até a Praça  e diversas atividades durante a manhã e no dia 28/10 - Gincana Solidária.

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Cientistas descobrem buraco maior que a Paraíba no gelo da Antártida

O chamado Mar de Weddell, na região da Antártida, é considerado o mais limpo do mundo por pesquisadores. Parte da área é ocupada por uma plataforma de gelo, batizada de Filchner-Ronne (ou apenas Ronne), em homenagem a dois exploradores.

A área congelada, de 442 mil quilômetros quadrados, permanece desta forma durante todo o ano. Ou permanecia: cientistas identificaram um buraco maior que o Estado da Paraíba na plataforma.

Esse tipo de abertura no gelo antártico é conhecido como "polynya". O buraco na plataforma Filchner-Ronne foi descoberto em meados de setembro por pesquisadores que monitoravam imagens de satélite do local.

Havia a suspeita de que uma abertura deste tipo poderia se formar este ano, pois outra "polynya" menor surgiu na região no ano passado.

Iceberg flutuando no marImage captionCamada de gelo no Mar de Weddell, considerado o mais limpo do mundo | Foto: Dr P. Marazzi/Science Photo Library

O tamanho da abertura - que chegou a ter 60 mil quilômetros quadrados de área, no auge - faz dela a maior "polynya" observada na região desde os anos 1970. É curioso ainda que o buraco tenha surgido em pleno inverno - que lá dura seis meses por ano.

A abertura foi descoberta por cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, e do projeto de Observação e Modelos sobre o Clima e o Carbono nos Oceanos do Sul (Soccom, na sigla em inglês).

Os pesquisadores foram surpreendidos quando um robô flutuante emergiu na área da "polynya", e fez contato por rádio com um satélite, em pleno inverno - alertando assim sobre a existência da abertura.

Aquecimento global?

Os dados coletados na "polynya" farão parte de um estudo em preparação sobre esse tipo de buraco que eventualmente surge no gelo da Antártida. Os cientistas não sabem ainda, por exemplo, se a abertura está relacionada com o aquecimento global, e de que forma.

Pinguins em uma paisagem de geloImage captionO pinguim imperador é uma das espécies típicas da região do mar de Weddell | Foto: Frans Lanting, Mint Images/Science Photo Library

A profundidade do mar naquela região varia de 500 a 5 mil metros. E quanto mais profunda, mais "morna" e salgada é a água.

A "polynya" surge quando correntes oceânicas levam essa água relativamente mais morna para cima, derretendo a camada de gelo. Assim que a água esfria, em contato com o ar, ela desce novamente - esse movimento mantém a "polynya" aberta durante algum tempo.

Pesquisadores do projeto Soccom dizem que o desafio agora é descobrir qual é o gatilho para a formação das aberturas - e porque uma "polynya" deste tamanho demorou mais de 40 anos para ser observada novamente.

BBC

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