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CICLOVIA LIGARÁ O BAIRRO COPACABANA AO DISTRITO VAU AÇU

            A mobilidade urbana tem sido o desafio de todos os governantes para adequar todas as formas de transporte e os pedestres. Estes colocados em último plano, pois se pensa o trânsito, no caso de Ponte Nova, apenas na visão de quem tem carro. As mudanças foram lentas e finalmente o município aderiu às chamadas faixas elevadas de pedestres, contemplando também as necessidades especiais de cadeirantes e outros deficientes físicos.

            A grande notícia que mostra uma visão moderna e atual é a construção de uma ciclovia passando pelo antigo leito ferroviário entre o bairro de Copacabana e o Distrito do Vau Açu. Um empreendimento que vai incrementar o ecoturismo, pois mostrará aos ciclistas e aos pedestres áreas florestais, nascentes e pequenos cursos d’água. O percurso será de 18 km.

            A construção da ciclovia e via de pedestres, consequentemente, partiu de demandas de ciclistas encontrou amparo direto e imediato no Secretário de Desenvolvimento Rural Heitor Raimondi e apoio legislativo do vereador José Osório. Os ciclistas estão criando uma Associação, com registro em cartório estatuto próprio.    

            A construção da ciclovia e via de pedestre, embora passe por diversas áreas de preservação permanente encontra respaldo jurídico na Lei Federal 12.651, de 25/05/2012 (Código Florestal) em seu artigo 3º Inciso IX: “a implantação de infraestrutura pública destinada a esportes, lazer e atividades educacionais e culturais ao ar livre em áreas urbanas e rurais consolidadas, observadas as condições estabelecidas nesta Lei.”.

            Além disso, o Secretário Heitor teve o cuidado de levar o Engenheiro Florestal do IEF, Reinaldo Vitarelli, nos locais por onde passaria a Ciclovia. A vistoria técnica foi determinada pelo Superintendente da Supram/Zona da Mata, com sede em Ubá, Alberto Félix Iasbik. Tudo dentro das regras de preservação ambiental. Para seu conhecimento: Heitor Raimondi foi presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal nos anos 2.000 e membro do Codema. José Osório foi Secretário Geral do Codema e Presidente do Sindiserp nos anos 1990.  

            Moradores de Copacabana preocupados com a movimentação procuraram-me. Depois de conversar com Heitor Raimondi levei-lhes tranquilidade quanto à preservação da nascente que fornece água para aquele chafariz em frente ao bar/mercearia de Marcinho de Belim: a nascente será preservada e servirá como referência ambiental para os ciclistas e pedestres, pois muitos saciarão sua sede ou encherão suas garrafas de plásticos ou alumínio com sua água. A nascente foi encontrada há dezenas de anos, sendo um dos símbolos do bairro Copacabana.

            Diante desta brilhante e inédita iniciativa, sinto-me aliviado quando vejo a falta de replantio das árvores cortadas (suprimidas) nas vias públicas. Só na Avenida Dr. Otávio Soares, em Palmeiras, entre os anos de 2012 e 2016, foram cortadas 16 árvores e nenhuma foi substituída. Os tocos estão por lá, principalmente no trecho entre a Avenida Francisco Vieira Martins e Ponte Francisco Linhares Ribeiro (ponte do Triângulo).

 

           

           

           

 

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HOMENAGEM ÀS SECRETÁRIAS DO CODEMA: ELAÍS E RENATA

                       Elaís Silva inaugurou a série de estagiárias no Codema, mas que tiveram a importância de modificar a estrutura existente no órgão colegiado. Aí foi até interessante, pois as estagiárias romperam o ciclo anteriormente definido no Governo Joãozinho de Carvalho, quando as secretárias executivas eram contratadas e trabalhavam maior tempo na sede. Entre 6 e 8 horas. Rafaella Gomes trazia marmita de casa e esquentava na cozinha do DMAES, graças à boa vontade de Vilma, funcionária dedicada da Autarquia de Água.·.

                  Excelente caráter e simples, mostrando suas origens rurais do Brito, Elaís Silva era estudante de Administração de Empresas da FUPAC, bem como Letícia Lopes Cínthia Fernandes. Elaís era sorridente, comunicativa e tem o dom de cativar as pessoas à sua volta. Depois de nossa briga, ela disse com todas as letras: “O que você tem de inteligente, tem de burro e ignorante”. Ponderei com ela que se eu fosse outro a demitiria.

               Incrível, Elaís mudou do sabor de vinagre para água pura. Passou a organizar tudo, não deixava nenhum recado pendente, me avisava de tudo que teríamos que fazer e nos dias das reuniões todos os projetos estavam organizados e de fácil manuseio pela CTCIU e pelos membros da plenária do órgão. Nosso ponto de apoio era a música Secretária (Assédio Sexual), de Amado Batista. Em tempo: nunca assediei a Elaís, tudo era uma brincadeira saudável.·.

            Renata Cristina eu fiquei conhecendo através de Ronaldo Fernandes em 2013. Ela trabalhou comigo na sede do Codema após convênio firmado entre a ONG Puro Verde e a Jatiboca. Como a ONG não tinha sede, foi assina uma parceria com o Codema. Renata compensava a situação, atendendo demandas do Codema na parte da manhã. Desenvolvemos projetos de palestras que foram ministradas na rede escolar, com os temas água e reciclagem.

            Você precisa saber que Ponte Nova vai ganhar uma ciclovia rural, com os dedos do vereador José Osório e do Secretário Municipal de Desenvolvimento Rural Heitor Raimondi.

           

               

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HOMENAGEM ÀS SECRETÁRIAS DO CODEMA: LETÍCIA E THAIANA

            Algumas pessoas estão me questionando porque estou escrevendo estes artigos com relação ao Codema. Eles acham que estou saudosista. Respondo: “Não estou saudosista. E não tenho o menor interesse em participar do órgão ambiental neste momento. Estou usando meu tempo para reunir documentos com vistas à aposentadoria, finalizar os textos do livro que pretendo lançar este ano sobre o meio ambiente e prestar consultorias ambientais”.

            Neste meio tempo tenho o costume de agradecer àquelas pessoas que passaram por minha existência profissional. Incluindo aí as meninas-secretárias do Codema, que foram peças fundamentais para a manutenção da independência do órgão.

            Thaiana Oliveira Santos, formada na FUPAC de Mariana em Tecnologia em Meio Ambiente substituiu Fernanda Soares Caetano. Comigo ela ajudou a realizar o 2º FESTIECO - Festival da Música Ecológica, promovido em parceria com a ONG Puro Verde, Prefeitura Municipal e Sindicato dos Produtores Rurais. As apresentações foram ao ar livre no Parque de Exposições. Thaiana comandou todas as ações e apurações. No Codema, era eficiente e sempre bem humorada. Isto em 2012.

            Estudante de Administração de Empresas, Letícia Lopes Rocha foi a penúltima Secretária que trabalhou comigo, já em 2016. Muito jovem, Letícia Lopes era apressada, urgente e delicada, além de tímida e de pouca conversa. Ela teve a feliz ideia de criar uma agenda com nomes, telefones e endereços de todos os membros do Codema e dos empreendedores. Com ela, os contribuintes ficavam sabendo do que havia sido decidido na plenária do órgão: ela telefonava para todos.

            Na semana que vem vou encerrar a séria para dedicar minha a minha homenagem a Elaís Silva, menina nascida no Brito, batalhadora e que se transformou numa grande amiga, depois de travarmos uma discussão acalorada em que ela me chamou de “burro e ignorante”.

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HOMENAGEM ÀS SECRETÁRIAS DO CODEMA: FERNANDA E ADRIANA

            Ser secretária do Codema exige dedicação e sensibilidade. Mas precisa também ser competente. Nestes quesitos eu tive muita sorte com as meninas que passaram por lá quando exerci a presidência. Ainda no Governo de Joãozinho de Carvalho, Fernanda Soares Caetano substituiu Rafaella Gomes.  Em 2011.

         Conheci Fernanda lá no DMAES, quando ela fazia estágio para complementar seu currículo acadêmico, pois estudava para se formar em Técnica de Meio Ambiente. Foi por lá que conheci Paloma Barros, que surpreendentemente demonstrava mais maturidade do que seus 18 aninhos. As duas eram amigas e trabalhavam juntas. Acho que foi Paloma que me apresentou Fernanda. Não sei ao certo. Mas tudo deu certo.

            Por não estar no sistema integrado de protocolos da Prefeitura Municipal, a documentação de projetos era entregue na sede do Codema. Fernanda teve a iniciativa que criar um caderno de protocolos para facilitar a tramitação, dando baixa assim que eram deliberados pela Câmara Técnica de Construção Civil, Infraestrutura e Urbanismo e pela Plenária.

            Adriana Fernandes, que também estudava o curso de Técnico de Meio Ambiente veio trabalhar comigo já no Governo Guto Malta, em julho de 2013. Aí era como estagiária e não contratada. Adriana Fernandes era agitada, mas dava conta do recado. Era tão ousada que um dia mandou um ofício para a Secretária de Meio Ambienta Alessandra Gomes, exigindo apoio ao Codema e solicitando material para infraestrutura.

            Tive alguns contratempos com Adriana até entender o porquê de sua agitação. Tem uma filha deficiente, a qual ela ama de paixão. Mesmo assim só fiquei sabendo pelos outros. Ela não queria misturar as coisas. Fernanda era alegre e atenciosa. Era vaidosa, mas usava seu charme e beleza para melhorar o meio ambiente. Muito obrigado pelos que fizeram e por sermtolerantes com minha ranhetice.

 

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HOMENAGEM ÀS SECRETÁRIAS DO CODEMA – RAFAELLA GOMES

                    Em 2009, exatamente no dia 30 de janeiro, tivemos audiência com o Prefeito Joãozinho de Carvalho que tomara posse naquele ano.  Lembro-me que estava em companhia de Nelson José Gomes Barbosa, presidente do Sinduscon e Sérgio Antônio de Assis. Este último entregou ao Chefe do Poder Executivo um trabalho elaborado por ele e outros alunos da UniViçosa, onde ele cursava uma pós-graduação (Sérgio é Geógrafo) em Resíduos Sólidos. O trabalho era um diagnóstico do lixo de Ponte Nova e mostrando uma metodologia para implantar a Coleta Seletiva. Na ocasião, solicitamos que fossem nomeados os novos membros do órgão e que fosse cedida uma secretária para atuar na sede que ficava nas dependências do DMAES.

                Na semana seguinte procurei a Secretária de Gestão e Recursos Humanos (depois ela foi para a pasta de Assistência Social e Habitação) Valéria Alvarenga pedindo seu empenho dela para que fosse cedida uma pessoa para atendimento no órgão ambiental, conforme prevê a LOM- Lei Orgânica Municipal. Valéria disse que esperasse um tempo que ela já tinha esta pessoa, faltando alguns detalhes.

                A nomeação dos membros do Codema só se efetuou no final do mês de março, devido a contratempos internos e disputa pela direção do colegiado. Eu havia sido eleito no dia 18 de dezembro de 2008, término do Governo Dr. Taquinho Linhares. A eleição ocorreu exatamente horas antes das águas do rio Piranga provocar aquela terrível cheia que destruiu parte da Avenida João Pinheiro e Avenida Arthur Bernardes, nas imediações do Banco do Brasil (Praia).·.

            Em 14 de abril fui até à sede do Codema  que funcionava nas dependências do DMAES) para receber a prometida secretária contratada pela Valéria Alvarenga. Distraidamente passei por uma garotinha e abri a porta do órgão. Ato contínuo ela se apresentou: “Bom dia, eu me chamo Rafaella Gomes e sou a pessoa que irá secretariar o Codema”. Fique surpreso. Aquela “menina”? “Valéria tá rindo da minha cara. Tá me sacaneando. Como uma garota dessas vai dar conta de tamanha responsabilidade?”.  

                Ela tinha completado 18 anos naquela semana e fazia o curso de Técnico em Segurança do Trabalho. Mais tarde entendi a demora em nomeá-la. Valéria esperou que ela completasse os 18 anos. Êta Valéria, danada! Mas, história à parte, a garota surpreendeu a todos e tornou-se extraordinária profissional. Ela era tão boa de serviço, que foi “roubada” do Codema para trabalhar na BCR/Bartofil.

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Homenagem ÀS SECRETÁRIAS DO CODEMA

                 Dias desses, caminhando em direção ao Triângulo para tentar a sorte na Mega Sena, encontrei-me com um empresário a quem presto consultoria ambiental há alguns anos. Perguntou-me para aonde estava indo e ofereceu carona. Na verdade, estava também procurando uma farmácia para comprar um medicamento que combate gota, uma doença proveniente da atração por carnes vermelhas. Carne crua pode (rsrsrsrsrs).

            O empresário (nome preservado para evitar especulações e maledicências por parte dos meus inimigos contumazes) indagou o porquê do meu sumiço. Fui sincero: levei um baque surdo com o desmantelamento do Codema, antes um órgão independente. Fui um dos fundadores do colegiado em 1981 e atuei por três décadas e meia, sendo 16 como presidente.

              Para o delírio dos meus adversários, confessei ao empresário que estava deglutindo o golpe aplicado, mas que continuava prestando consultoria e sobrevivendo de forma autônoma como faço há mais de 6 (seis) anos, sem ter cargo público para não ter que me sujeitar a humores de governantes e nem me prestar a desenvolver campanhas midiáticas para lançar candidatos a cargos eletivos, sem nenhuma expressão.

            Quero usar este espaço para prestar minha homenagem e gratidão às meninas que trabalharam comigo desde 2009 no Codema. As primeiras eram guardas-mirins, cedidas entre 2007 e 2008 pelo Prefeito Dr. Taquinho Linhares. A partir de 2009 as secretárias eram contratadas ou estagiárias: Rafaella Gomes, Fernanda Soares Caetano, Thaiana dos Santos, Adriana Fernandes, Letícia Fonseca, Elaís Silva e por último Cinthia Fernandes Gomes.

            Muito obrigado, primeiramente para você Cinthia, que conviveu comigo por último, quando atravessei amargos contratempos com denúncias vazias, com o golpe aplicado contra a Lei do Código do Meio Ambiente e excessivo trabalho para organizar as pastas de projeto, depois da Recomendação 014/2016 do Ministério Público.

(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta e ambientalista desde 1977.

           

 

 

 

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LIXO URBANO E RURAL: FALTA DE EDUCAÇÃO E DE POLÍTICAS PÚBLICAS

            Como ambientalista, há mais de 40 anos, participei de inúmeros processos em busca de soluções para a destinação final correta do lixo urbano. Foram dezenas de seminários, palestras, promessas, compromissos e apenas a velha e surrada desculpa de que a população não colabora. Isto é verdade, mas o poder público vem negligenciando a situação há anos. Gastaram rios de dinheiro no Lixão do Sombrio. E agora, recentemente, apelaram para a iniciativa privada para dar um jeito (paliativo) no local. Este governo encontrou o problema.

            A coletiva seletiva tem que ser a prioridade na questão do lixo. E isso envolve mobilização da sociedade através de educação ambiental, projetos objetivos e mangas arregaçadas. A ACIP/CDL tem papel fundamental neste processo. Pode reunir seus associados e emitir sinais de que as lojas, bares, restaurantes façam a coleta seletiva. Propor que os funcionários não varram o lixo para a rua e separá-los. E depois entregá-los na Cooperativa de Recicladores já existente, com sede no bairro São Geraldo.

            Ao mesmo tempo o poder público precisa dar entrada na Supram para licenciar o Aterro Sanitário no terreno adquirido na estrada de Barra Longa (Fazenda Cachoeira), distante 05 (cinco) quilômetros do bairro da Rasa. Este terreno foi escolhido pelo Codema já em 1998, com laudos técnicos comprovando que o terreno do Sombrio era inadequado. Aliás, o lixo jogado no local detonou o meio ambiente, soterrando uma lagoa e contaminando o córrego que corta o terreno e chega até ao pesque-pague do Tavinho, que no passado foi alvo de fiscalização da Vigilância Sanitária. Analises da água mostram contaminação por metais pesados como mercúrio, provavelmente provenientes do descarte irregular de lâmpadas fluorescentes.

            A aquisição do terreno aconteceu em 2010, com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente. Foram disponibilizados R$85.000,00 do FMMA e a SEMAM entrou com mais R$15.000,00. Para a liberação dos recursos do Fundo, como presidente do Codema, exigi solicitação direta do Prefeito Joãozinho de Carvalho e um parecer técnico-jurídico elaborado pelo advogado e Procurador Jurídico do Município Marcus Vinícius Martins da Silveira. Os documentos encontram-se na sede do colegiado, que agora está vinculado à Semam.       

            Na semana passada, este jornal abordou a questão do lixo urbano. E o rural? No governo anterior, de forma inédita, foi iniciada a coleta no meio rural. Não sei como está sendo feito agora. Mas, como disse anteriormente, a situação não é só coletar o lixo. Isto a Prefeitura Municipal faz através da Semam, com as dificuldades de sempre.  Que o diga o atual Secretário de Meio Ambiente, Engenheiro Civil com pós-graduação em Engenharia Ambiental, Bruno do Carmo. A coisa é de lascar!

            Lamentavelmente estamos atrasados 14 anos, desde quando o Deputado Federal Ronaldo Vasconcellos conseguiu recursos para resolver o problema do lixo urbano, Dinheiro foi mal aplicado, gerou processo movido pelo Ministério Público. Em 2002, sob a coordenação de Alessandra Regina Gomes foi criado o programa GIRES-Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos e iniciou-se projeto piloto de coleta seletiva de lixo, com caminhão-gaiola, aulas ambientais, envolvimento da sociedade. Nos governos seguintes nada.

            Os mesmos recursos foram repassados para Itabirito. Vai lá para conferir. A cidade tem 100% de coleta seletiva. Não tem lixo na rua e a coleta acontece entre 6h e 7h30min. Caramba!

 

              (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta e ambientalista desde 1977.

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LIXO URBANO E RURAL: FALTA DE EDUCAÇÃO E DE POLÍTICAS PÚBLICAS

            Como ambientalista, há mais de 40 anos, participei de inúmeros processos em busca de soluções para a destinação final correta do lixo urbano. Foram dezenas de seminários, palestras, promessas, compromissos e apenas a velha e surrada desculpa de que a população não colabora. Isto é verdade, mas o poder público vem negligenciando a situação há anos. Gastaram rios de dinheiro no Lixão do Sombrio. E agora, recentemente, apelaram para a iniciativa privada para dar um jeito (paliativo) no local. Este governo encontrou o problema.

            A coletiva seletiva tem que ser a prioridade na questão do lixo. E isso envolve mobilização da sociedade através de educação ambiental, projetos objetivos e mangas arregaçadas. A ACIP/CDL tem papel fundamental neste processo. Pode reunir seus associados e emitir sinais de que as lojas, bares, restaurantes façam a coleta seletiva. Propor que os funcionários não varram o lixo para a rua e separá-los. E depois entregá-los na Cooperativa de Recicladores já existente, com sede no bairro São Geraldo.

            Ao mesmo tempo o poder público precisa dar entrada na Supram para licenciar o Aterro Sanitário no terreno adquirido na estrada de Barra Longa (Fazenda Cachoeira), distante 05 (cinco) quilômetros do bairro da Rasa. Este terreno foi escolhido pelo Codema já em 1998, com laudos técnicos comprovando que o terreno do Sombrio era inadequado. Aliás, o lixo jogado no local detonou o meio ambiente, soterrando uma lagoa e contaminando o córrego que corta o terreno e chega até ao pesque-pague do Tavinho, que no passado foi alvo de fiscalização da Vigilância Sanitária. Analises da água mostram contaminação por metais pesados como mercúrio, provavelmente provenientes do descarte irregular de lâmpadas fluorescentes.

            A aquisição do terreno aconteceu em 2010, com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente. Foram disponibilizados R$85.000,00 do FMMA e a SEMAM entrou com mais R$15.000,00. Para a liberação dos recursos do Fundo, como presidente do Codema, exigi solicitação direta do Prefeito Joãozinho de Carvalho e um parecer técnico-jurídico elaborado pelo advogado e Procurador Jurídico do Município Marcus Vinícius Martins da Silveira. Os documentos encontram-se na sede do colegiado, que agora está vinculado à Semam.       

            Na semana passada, este jornal abordou a questão do lixo urbano. E o rural? No governo anterior, de forma inédita, foi iniciada a coleta no meio rural. Não sei como está sendo feito agora. Mas, como disse anteriormente, a situação não é só coletar o lixo. Isto a Prefeitura Municipal faz através da Semam, com as dificuldades de sempre.  Que o diga o atual Secretário de Meio Ambiente, Engenheiro Civil com pós-graduação em Engenharia Ambiental, Bruno do Carmo. A coisa é de lascar!

            Lamentavelmente estamos atrasados 14 anos, desde quando o Deputado Federal Ronaldo Vasconcellos conseguiu recursos para resolver o problema do lixo urbano, Dinheiro foi mal aplicado, gerou processo movido pelo Ministério Público. Em 2002, sob a coordenação de Alessandra Regina Gomes foi criado o programa GIRES-Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos e iniciou-se projeto piloto de coleta seletiva de lixo, com caminhão-gaiola, aulas ambientais, envolvimento da sociedade. Nos governos seguintes nada.

            Os mesmos recursos foram repassados para Itabirito. Vai lá para conferir. A cidade tem 100% de coleta seletiva. Não tem lixo na rua e a coleta acontece entre 6h e 7h30min. Caramba!

 

              (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta e ambientalista desde 1977.

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ERVAS MEDICINAIS: PLANTAS QUE CURAM – FINAL

            Prometemos encerrar nesta edição de 23/06/2017 (jornal  Líder Notícias) nossa contribuição mínima para conhecimento da medicina alternativa das “plantas que curam”. Sem roteiro definido, nesta semana vamos abordar mais 03 (três) ervas medicinas. Todas com poderes de cura e servindo como alimento saudável.

              O chá de folhas de maracujá (Mara kuya é seu nome, originário da língua Tupi, que significa fruto que se serve" ou "alimento na cuia") é uma ótima alternativa ao suco da fruta, pois mantém muitas das propriedades medicinais contidas nela, e pode ser tomado a qualquer hora do dia. O chá de folhas de maracujá é tão potente que seu uso atualmente anda sendo combinado com outros procedimentos para acabar com o vício das drogas e do alcoolismo, além de ajudar a combater a insônia e a ansiedade.

               Coincidentemente, no domingo dia 18/06/2017, pela manhã conversava na frente do Asilo Municipal (Vila Centenário) com Johnny, morador da Vila Alvarenga. O assunto era Deus. Disse-lhe que não sou ateu, mas tenho dúvidas acerca da existência deste ser supremo tão respeitado e amado. Sou agnóstico, mas a figura que mais admiro é Jesus Cristo. Johnny começou a falar sobre espiritismo quando o médico Dr. Fernando Linhares pediu-me para colher umas folhas do maracujazeiro plantado na beirada do rio Piranga por servidores do Asilo.

              Atendendo pedidos de leitores, resolvo passar informações sobre o gengibre (zingiber officinale).  Presença garantida no chá para combater aquela gripe forte, o gengibre também ajuda a emagrecer e é contra azia, enjoo, gastrite, colesterol ato, tosse, dores musculares, problemas de circulação sanguínea e artrite. É trem pra caramba que ajuda a resolver! O gengibre serve também como alimento em bolos, pães e é famoso nas balas com mel e própolis vendidas nas farmácias e casas de naturebas.·.

            Outro poderoso curador é o alecrim (rosmarinus officinalis). Sempre como chá para combater o mal de Alzheimer e para ampliar a memória. Garante o bom humor. Além disso, é cheiroso. Já foi tema de música composta por Pedro Zaidan e ganhadora de prêmio no FECAPON/Festival da Canção de Ponte Nova (1978) realizado no extinto Cine Palmeiras. A composição foi defendida por André Zaidan, filho de Pedro, que tinha apenas 14 anos à época. O nome da música é “Vassoura de Alecrim” e num trecho diz: “do cheiro bom que subia”.

            Além disso, o alecrim é a única planta brasileira que é componente extraordinário da natureza para que as abelhas produzam própolis verde, elemento natural usado largamente na medicina popular para diversas curas. A própolis verde é exportada pelo dobro do preço da comum, por ser mais potente.

            Na semana que vem vamos abordar temas socioambientais. Você vai conhecer empresas que promovem a reciclagem, evitando que o aterro sanitário (Lixão do Sombrio) fique tão saturado.

 

                          (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta e ambientalista desde 1977.

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