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SANEAMENTO BÁSICO RURAL: QUALIDADE DE VIDA

               As políticas públicas no Brasil para o saneamento básico rural são pífias. Os Planos Municipais de Saneamento Básico são pensados do ponto de vista urbana, o que é um contra senso, se imaginar que a qualidade da água que bebemos provém de mananciais rurais. No meio rural é que estão os olhos d’água e as nascentes que abastecem os pequenos córregos e riachos que dão origem aos ribeirões, cursos d’água que viram tributários dos rios.

            O Brasil possui aproximadamente 31 milhões de habitantes morando na área rural e comunidades isoladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE – PNAD 2013). Desta população, somente 22% tem acesso a serviços adequados de saneamento básico e a realidade aponta que ainda existem quase 5 milhões de brasileiros que não possuem banheiro, ou seja, defecam ao ar livre.

           Portanto, cerca de 24 milhões de brasileiros ainda sofrem com o problema crônico e grave da falta de saneamento básico. Os motivos vão desde a ausência de prioridade nas políticas públicas até a própria cultura do morador da área rural, que não vê o saneamento básico como uma necessidade.

            Segundo dados do IBGE, estimativa de 2015, Ponte Nova possui 60.005 habitantes, sendo 10% existente no meio rural, espalhados em diversas comunidades, sendo as mais densamente povoadas o Cedro, Serra dos Pinheiros, Manoel Lucas, Bonfim, Brito, Ranchador e Dioguinho. Nestes locais não existe saneamento básico, do ponto de vista coletivo, mas algumas residências possuem as chamadas fossas sépticas, uma tecnologia simples, que vem sendo divulgada e ensinada pela EMATER.

            Fossas rudimentares  e outras soluções são por 47,3% dos domicílios rurais. Destaca-se que na sua maioria, essas soluções são inadequadas para o destino dos dejetos, como as já citadas fossas rudimentares, valas e o despejo de esgoto bruto diretamente nos cursos d’água, através daquelas “casinhas” construídas em cima do córrego. O restante, 52,7%, defeca ao ar livre, literalmente no meio do mato, aí permitindo a proliferação de doenças

            Em março, o vereador José Osório e o Secretário de Desenvolvimento Rural, Heitor Raimondi, propuseram usar parte dos recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente para aplicar em fossas sépticas e barraginhas, o que despoluiria cursos d’água e aumentaria a oferta do precioso líquido, que seria retido nas contenções. Recursos provenientes do orçamento do DMAES (0,5%) também seriam aplicados incluindo a novidade: recuperação e preservação de nascentes urbanas.

            Construir uma fossa séptica é muito simples e rende dividendos enormes para o meio ambiente. A EMPRABRA e a Universidade de São Carlos criaram a fossa séptica biodigestora, realizando estudos financiados pela Fundação Banco do Brasil. Quem quiser saber mais e como fazer, entre em contato com a EMATER Ponte Nova pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) ou www.cnpdia.embrapa.br e www.fundacaobancodobrasil.org.br.

      

 

   
       

 

           

           

 

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