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Ricardo Motta

Ricardo Motta (73)

ERVAS MEDICINAIS: PLANTAS QUE CURAM – FINAL

            Prometemos encerrar nesta edição de 23/06/2017 (jornal  Líder Notícias) nossa contribuição mínima para conhecimento da medicina alternativa das “plantas que curam”. Sem roteiro definido, nesta semana vamos abordar mais 03 (três) ervas medicinas. Todas com poderes de cura e servindo como alimento saudável.

              O chá de folhas de maracujá (Mara kuya é seu nome, originário da língua Tupi, que significa fruto que se serve" ou "alimento na cuia") é uma ótima alternativa ao suco da fruta, pois mantém muitas das propriedades medicinais contidas nela, e pode ser tomado a qualquer hora do dia. O chá de folhas de maracujá é tão potente que seu uso atualmente anda sendo combinado com outros procedimentos para acabar com o vício das drogas e do alcoolismo, além de ajudar a combater a insônia e a ansiedade.

               Coincidentemente, no domingo dia 18/06/2017, pela manhã conversava na frente do Asilo Municipal (Vila Centenário) com Johnny, morador da Vila Alvarenga. O assunto era Deus. Disse-lhe que não sou ateu, mas tenho dúvidas acerca da existência deste ser supremo tão respeitado e amado. Sou agnóstico, mas a figura que mais admiro é Jesus Cristo. Johnny começou a falar sobre espiritismo quando o médico Dr. Fernando Linhares pediu-me para colher umas folhas do maracujazeiro plantado na beirada do rio Piranga por servidores do Asilo.

              Atendendo pedidos de leitores, resolvo passar informações sobre o gengibre (zingiber officinale).  Presença garantida no chá para combater aquela gripe forte, o gengibre também ajuda a emagrecer e é contra azia, enjoo, gastrite, colesterol ato, tosse, dores musculares, problemas de circulação sanguínea e artrite. É trem pra caramba que ajuda a resolver! O gengibre serve também como alimento em bolos, pães e é famoso nas balas com mel e própolis vendidas nas farmácias e casas de naturebas.·.

            Outro poderoso curador é o alecrim (rosmarinus officinalis). Sempre como chá para combater o mal de Alzheimer e para ampliar a memória. Garante o bom humor. Além disso, é cheiroso. Já foi tema de música composta por Pedro Zaidan e ganhadora de prêmio no FECAPON/Festival da Canção de Ponte Nova (1978) realizado no extinto Cine Palmeiras. A composição foi defendida por André Zaidan, filho de Pedro, que tinha apenas 14 anos à época. O nome da música é “Vassoura de Alecrim” e num trecho diz: “do cheiro bom que subia”.

            Além disso, o alecrim é a única planta brasileira que é componente extraordinário da natureza para que as abelhas produzam própolis verde, elemento natural usado largamente na medicina popular para diversas curas. A própolis verde é exportada pelo dobro do preço da comum, por ser mais potente.

            Na semana que vem vamos abordar temas socioambientais. Você vai conhecer empresas que promovem a reciclagem, evitando que o aterro sanitário (Lixão do Sombrio) fique tão saturado.

 

                          (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta e ambientalista desde 1977.

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ERVAS MEDICINAIS: PLANTAS QUE CURAM – PARTE IV

             No artigo publicado no dia 09/06/2017 aqui neste minifúndio de papel jornal Líder Notícias) , oferecemos algumas dicas para implantar uma horta medicinal em nosso quintal ou mesmo em um vaso. Ressaltamos as propriedades da romã e da espinheira santa, além de citarmos o boldo e a hortelã. Hoje vamos buscar outras plantas com propriedades medicinais e para a criação de pratos especiais.

            Marcinho de Belim, ex-vereador, que tem um armazém/bar/botequim em Copacabana, vem acompanhando nossa trajetória na efervescência das “plantas que curam”. Falou-me então, das folhas da pitangueira (eugenia uniflora L.). Disse-me maravilhas desta planta de sabor exótico e adstringente. Fui urgente pesquisar e usando uma das muitas revistas dedicadas ao tema, passo aos leitores o texto quase integral da revista “Plantas Medicinais – Ervas Medicinais de A a Z”, da On Line Editora.

            A pitangueira tem folhas delicadas e floresce em plena Primavera. Tem frutos, que quando maduros, ganham uma coloração avermelhada e sabor agridoce e são chamados de pitanga. São ricos em vitamina C. Entre suas propriedades, vale destacar também o poder calmante, antirreumático e vermífugo. Para crianças é poderoso remédio contra bronquite. Já entre adultos, ajuda a combater a hipertensão. Marcinho de Belim garante que suas folhas realçam o sabor dos alimentos.

            Bastante usada na culinária, o ora-pro-nóbis (pereskia aculeata) tem o nome em latim que significa “rogai por nós”. De acordo com relatos, o nome foi dado por pessoas da raça negra que a colhiam no quintal de um padre, enquanto ele rezava em latim. Para a patuléia é lobrobô mesmo. Apreciado na feitura de pratos que levam costelinha de porco e frango, de preferência caipira. Mas, pode ser consumido cozido sozinho e servir com arroz, feijão e angu de fubá de moinho d’água. Tem gente que reza que ele tem sabor de carne de porco.

            Curiosidades sobre as “plantas que curam”: o Ministério da Saúde brasileiro normatizou o registro dos fitoterápicos em 1995, considerando como todo produto tecnicamente obtido e elaborado a partir de matérias-primas ativas de vegetais com finalidade profilática e curativa. Não basta apenas encontrar a planta milagrosa ou ter uma boa indicação natural. O uso de ervas requer manuseio e preparo correto e por fim: este tipo de medicamento tem ação terapêutica lenta e jamais deve ser usado em emergências. Nestes casos, procure o médico.

            Na semana que vem vamos encerrar nossas informações sobre os fitoterápicos. O que repassamos nestas quatro etapas não é nem de longe um centésimo do que existe de importante ao redor das “plantas que curam. E fica aqui, desde já, um conselho: “É engano imaginar que o uso de plantas medicinais o deixará livre de todos os riscos à saúde. O uso indiscriminado pode provocar efeitos colaterais e danos sérios ao organismo.”              

                          (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta e ambientalista desde 1977.

 

 

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ERVAS MEDICINAIS: PLANTAS QUE CURAM – PARTE III

             No artigo da semana passada (02/06/20-2017) abordamos a abrangência dos benefícios das plantas medicinais. Como havia dito e escrito, o uso das ervas medicinais não se dá apenas por ingestão líquida, mas diversas outras formas, tais como: banho, pomada, compressa, maceração, óleos, tintura, inalação, cataplasma e gargarejo. Elas são muito usadas na culinária, realçando o gosto e provocando cheiros que atraem o paladar.

            As “plantas que curam” podem ser cultivadas em casa. No terreiro, mas também em vaso. A propagação pode ser sexuada (com uso das sementes) e assexuada (com o uso de estruturas vegetais, as chamadas estaquias, pedaços de galhos). As sementes só podem ser colhidas quando estão completamente formadas e secas. Use sempre saco de papel para que elas sejam beneficiadas. Não se recomenda sacos plásticos que expelem calor e soltam substâncias que modificam a essência da semente.

            Para instalar sua horta medicinal é preciso verificar se o local recebe sol o dia inteiro, próximo da casa para ficar mais fácil cuidar das plantas.  O solo precisa ser leve (fofo) para que as raízes tenham facilidade para se desenvolve. É sempre possível melhorar o solo, incorporando esterço para fornecer nutrientes. A aplicação de nitrogênio é recomendada durante o período de pico de crescimento. Se você conhece algum Engenheiro Agrônomo peça-lhe ajuda.  

            Após corrigir e adubar o solo, deverá partir para o plantio. Não há regras para a maioria das plantas medicinais, mas deve-se evitar a monocultura (plantio de uma só espécie). É melhor associar algumas delas. Por exemplo: hortelã, cebolinha, coentro, agrião e alho. Sálvia e alecrim se complementam. Mas em um terreiro maiorzinho pode-se plantar pitanga e boldo. Pequenos arbustos. Perceberam?  

             Existem “plantas que curam” que são místicas. Da romã (punica granatum) é bom que suas sementes sejam degustadas na virada do ano, garantindo bolso recheado de dinheiro o ano inteiro. Mas, suas sementes podem ser transformadas em delicioso ingrediente na cozinha servindo como molho, sucos e chás.  A romã traz inúmeros benefícios. Além de combater hipertensão e prevenir contra problemas cardiovasculares.

            Outra planta mística é a espinheira-santa (maytenus ilicifolia). Existem registros de seu uso, a partir de 1930, para tratamento da má digestão, úlceras e gastrites. Serve para curar lesões na pele e feridas. Relatos em revistas de medicina e de ciências dão conta de que é muito usada na Argentina como auxiliar no tratamento de infecções urinárias e respiratórias, diarreias, asma e também para induzir a menstruação.                                                                              

 (*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta e ambientalista desde 1977

 

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ERVAS MEDICINAIS : PLANTAS QUE CURAM – parte II

             Na semana passada abordamos histórico da importância do uso de ervas medicinais na cura de doenças e prevenção, também. A abrangência dos benefícios das plantas medicinais não se resume apenas para cura, mas também para o fortalecimento do organismo para evitar doenças. Muitas possuem princípios ativos que aceleram o metabolismo, melhora o astral, reativa a energia física desgastada e estimula a mente.

            Embora defenda o uso das ervas medicinais, algumas por experiência própria, entendo que a sabedoria popular é importante, mas o ideal é sempre consultar um médico antes de iniciar qualquer tratamento. Segundo orientações técnicas de estudos sobre as “plantas que curam”, é preciso observar o horário para tomar o fito fitoterápico. Isto faz toda a diferença para obter os efeitos desejados. No café da manhã. Por exemplo, deve-se optar por laxativos, diuréticos e vermífugos, cerca de 30 minutos antes do desjejum.

            Ensinam os alfarrábios e os antigos que antes das principais refeições, duas horas ao menos, deve-se tomar preparações (chás e sucos) voltadas para reumatismo, contra tosse e febre. Depois das refeições recomenda-se ingerir chás que ajudam na digestão e contra gases. Antes de dormir, o ser humano pode lançar mão de protetores do fígado, como boldo e aqueles que ajudam no relaxamento como chá de capim-cidreira (erva cidreira) e de capim-limão.

            O uso das ervas medicinais não se dá apenas por ingestão líquida, mas diversas outras formas, tais como: banho, pomada, compressa, maceração, óleos, tintura, inalação, cataplasma e gargarejo. No caso do gargarejo é a forma mais indicada para combater problemas de garganta, como amigdalite e também mau-hálito. Nesse caso, prepara-se uma infusão concentrada e gargareja quantas vezes for necessário. A sálvia (salvia officinalis), por exemplo, pode ser usada desta forma para combater o mau-hálito. Ela é conhecida popularmente por salva ou salva-das-boticas.

            Muito usada na culinária, principalmente em restaurantes chiques, a pequena planta é super potente. A maior parte de suas propriedades está nas folhas. Ação antioxidante, calmante e antiinflamatória. Melhora a digestão, reduz barriga e favorece o funcionamento intestinal. E mais: diurético. O chá serve também como auxiliar no tratamento das hemorróidas, cólicas menstruais e sintomas da menopausa.

            As “plantas que curam” estão por toda parte. Você precisa conhecê-las. Passa perto, mas não a valoriza. Possuem princípios ativos importantes como ácidos orgânicos, alcalóides, antraquinonas, compostos fenólicos e flavonóides.  Flavonóide é derivado do latim flavus, que significa amarelo, por causa da cor que confere às flores. A função biológica está relacionada com a atração de insetos polinizadores e proteção contra os nocivos. Na medicina os flavonóides são responsáveis por fortalecer os vasos capilares.

(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta e ambientalista desde 1977

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ERVAS MEDICINAIS: PLANTAS QUE CURAM - PARTE I

É muito recente a divisão entre a medicina, a química, a filosofia e as outras áreas de estudos. Isto se for considerar o tempo  da existência da humanidade. As outras ciências sempre existiram. Nas civilizações mais antigas, era comum que os pensadores se dedicassem a estudar todos esses fatores.

A observação da natureza e a busca pela cura eram questões bastante próximas.   Nos diversos povos tradicionais como Incas, Astecas e Maias e outras culturas tradicionais, as plantas eram utilizadas como forma de tratar doenças e melhorar a qualidade de vida.

A indústria farmacêutica, uma verdadeira máfia, que domina a tecnologia inventou os remédios. A alopatia preponderou sobre a homeopatia.  A tecnologia usa a essência de diversas plantas, extrai o princípio ativo e injeta química para produzir efeitos rápidos e duradouros, mas à custa de reações periféricas: os chamados efeitos colaterais. Toma-se diclofenaco e pela manhã usa-se o omeprazol, pois o rim fica bombardeado e o estômago dói.

Entretanto, ainda hoje, o antigo costume de buscar a cura pela natureza permanece vivo. Raízes, cascas, folhas, frutos e sementes fazem parte de um universo de cura. São os fitoterápicos, medicamentos obtidos a partir de ativos dos vegetais. A história das ervas medicinais começou nas tribos antigas. Eram as mulheres que extraíam os ativos para tratar as doenças. Mas as mulheres foram substituídas pelos curandeiros homens.

Os médicos preferem o uso dos remédios sintéticos, embora os estudos do francês Antoine Laurent de Lavoisier (fundador da Química Moderna) já tentassem e conseguissem isolar e determinar a estrutura de compostos ativos das plantas. Na Segunda Guerra Mundial o uso das ervas medicinais era aplicado em forma de unguentos e óleos para se conseguir a cicatrização de feridas  dos militares combatentes.

Apesar da pressão da indústria farmacêutica, ainda hoje as ervas continuam a ser utilizadas na Cultura Popular. Segundo a Organização Mundial de Saúde-OMS mais de 80% das pessoas recorrem ao uso de plantas com ativos medicinais para tratar seus problemas sem todo o mundo.

Recentemente, a OMS conferiu à cannabis sativa, a maconha, o título de fitoterápico, o que já vinha sendo utilizados em diversas partes do mundo, principalmente em alguns estados americanos. Para cumprir a Convenção de Narcóticos da OMS, algumas espécies de cannabis foram criadas para produzir níveis mínimos de Tetrahydrocanabinol/THC, o principal constituinte psicoativo responsável pelo "barato" associado com a famosa maconha. Nasceram daí os canabinóides psicoativos.

Para começar nossas informações sobre as plantas com poderes medicais, curativos e estimulantes, vamos iniciar pelo açaí que está em alta e tem no Brasil o seu maior produtor e exportador. O açaizeiro tem como nome científico euterpe oleácea. É a preferida dos marombeiros: tem efeito antioxidante, energético e vasodilatador. O açaí é planta/fruto originária da Amazônia e seu consumo ajuda na prevenção de doenças cardíacas e derrame, além de fortalecer o sistema imunológico.

(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor e poeta e ambientalista desde 1977

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ORGÂNICO NÃO É MODA: É UM NOVO CONCEITO DE ECOLOGIA

A relação do homem com a terra vem desde os primórdios da civilização.  A expansão demográfica, o surgimento de milhares de bocas para alimentar, forçou a ciência é introduzir práticas que oferecem riscos à natureza e principalmente aos seres humanos, que consomem toda sorte de produtos “contaminados” por defensivos agrícolas e outros produtos químicos, utilizados para aumentar a produção.

Diante desta situação, surgem os transgênicos, os frangos com excesso de hormônios, os suínos presos para engorda e o boi confinado para a produção de picanha maturada. Nada disso, pode ser considerado um erro, mas uma alternativa necessária para suprir a necessidade da população mundial que cresce sistematicamente, sem nenhum controle.

Ao longo da minha vida dedicada ao ambientalismo e à proteção da natureza, deparei-me com dois pensamentos extraordinários sobre a questão da sobrevivência da terra. Um deles do catastrofista James Lovelock, cientista inglês que desenvolveu a teoria de Gaia (Terra), quando disse: “A Terra é um ser vivo do qual somos o sistema nervoso". Para ele nós somos os vermes que estamos consumindo tudo, colocando a terra enferma.

O outro pensamento é da Primeira Ministra da Índia, que disse nos anos 70 que “a pobreza é a pior forma de poluição, com traduções simultâneas para “a maior degradação ambiental é a miséria humana”“. Pensa-se desta forma que a falta de comida obrigada o ser humano a cometer atrocidades contra a natureza com caça predatória, desmatamento para fazer carvão e outras ações maléficas. Daí precisar que se promovam políticas públicas para que isso seja evitado.

Começaram anos 1980, a disseminação da permacultura, conceito novo de ecologia, onde tudo que a natureza produz pode ser reaproveitado no próprio solo. O cultivo de orgânicos é uma tendência de mercado, que segue forte, devido à crescente preocupação das pessoas em relação à qualidade de vida, de alimentação mais saudável e de um modo de vida mais natural.

O cultivo de produtos orgânicos é uma ótima alternativa para proprietários de sítios e chácaras. Consiste em produzir hortaliças, frutas, plantas aromáticas, condimentares ou medicinais, sem o uso de defensivos ou fertilizantes químicos. O cultivo é considerado quase que "artesanal", pois normalmente é desenvolvido em pequenas áreas, se comparado às áreas plantadas com o auxílio de produtos químicos.

Para a produção em pequenas propriedades rurais, o cultivo orgânico é uma alternativa bastante atraente, do ponto de vista econômico. Com o plantio de uma pequena área é possível obter-se  uma produção com valor mais elevado, o equivalente ao valor de uma área cultivada, com o auxílio de produtos químicos, muito maior. Neste tipo de cultivo, a fertilização do solo é feita com compostos orgânicos, húmus e outras alternativas como a rotação de culturas, sempre se utilizando métodos que não contenham nenhum tipo de fertilizante químico.

(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor, poeta e ambientalista desde 1977

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SANEAMENTO BÁSICO RURAL: QUALIDADE DE VIDA

               As políticas públicas no Brasil para o saneamento básico rural são pífias. Os Planos Municipais de Saneamento Básico são pensados do ponto de vista urbana, o que é um contra senso, se imaginar que a qualidade da água que bebemos provém de mananciais rurais. No meio rural é que estão os olhos d’água e as nascentes que abastecem os pequenos córregos e riachos que dão origem aos ribeirões, cursos d’água que viram tributários dos rios.

            O Brasil possui aproximadamente 31 milhões de habitantes morando na área rural e comunidades isoladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE – PNAD 2013). Desta população, somente 22% tem acesso a serviços adequados de saneamento básico e a realidade aponta que ainda existem quase 5 milhões de brasileiros que não possuem banheiro, ou seja, defecam ao ar livre.

           Portanto, cerca de 24 milhões de brasileiros ainda sofrem com o problema crônico e grave da falta de saneamento básico. Os motivos vão desde a ausência de prioridade nas políticas públicas até a própria cultura do morador da área rural, que não vê o saneamento básico como uma necessidade.

            Segundo dados do IBGE, estimativa de 2015, Ponte Nova possui 60.005 habitantes, sendo 10% existente no meio rural, espalhados em diversas comunidades, sendo as mais densamente povoadas o Cedro, Serra dos Pinheiros, Manoel Lucas, Bonfim, Brito, Ranchador e Dioguinho. Nestes locais não existe saneamento básico, do ponto de vista coletivo, mas algumas residências possuem as chamadas fossas sépticas, uma tecnologia simples, que vem sendo divulgada e ensinada pela EMATER.

            Fossas rudimentares  e outras soluções são por 47,3% dos domicílios rurais. Destaca-se que na sua maioria, essas soluções são inadequadas para o destino dos dejetos, como as já citadas fossas rudimentares, valas e o despejo de esgoto bruto diretamente nos cursos d’água, através daquelas “casinhas” construídas em cima do córrego. O restante, 52,7%, defeca ao ar livre, literalmente no meio do mato, aí permitindo a proliferação de doenças

            Em março, o vereador José Osório e o Secretário de Desenvolvimento Rural, Heitor Raimondi, propuseram usar parte dos recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente para aplicar em fossas sépticas e barraginhas, o que despoluiria cursos d’água e aumentaria a oferta do precioso líquido, que seria retido nas contenções. Recursos provenientes do orçamento do DMAES (0,5%) também seriam aplicados incluindo a novidade: recuperação e preservação de nascentes urbanas.

            Construir uma fossa séptica é muito simples e rende dividendos enormes para o meio ambiente. A EMPRABRA e a Universidade de São Carlos criaram a fossa séptica biodigestora, realizando estudos financiados pela Fundação Banco do Brasil. Quem quiser saber mais e como fazer, entre em contato com a EMATER Ponte Nova pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) ou www.cnpdia.embrapa.br e www.fundacaobancodobrasil.org.br.

      

 

   
       

 

           

           

 

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SANEAMENTO BÁSICO RURAL: QUALIDADE DE VIDA

               As políticas públicas no Brasil para o saneamento básico rural são pífias. Os Planos Municipais de Saneamento Básico são pensados do ponto de vista urbana, o que é um contra senso, se imaginar que a qualidade da água que bebemos provém de mananciais rurais. No meio rural é que estão os olhos d’água e as nascentes que abastecem os pequenos córregos e riachos que dão origem aos ribeirões, cursos d’água que viram tributários dos rios.

            O Brasil possui aproximadamente 31 milhões de habitantes morando na área rural e comunidades isoladas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE – PNAD 2013). Desta população, somente 22% tem acesso a serviços adequados de saneamento básico e a realidade aponta que ainda existem quase 5 milhões de brasileiros que não possuem banheiro, ou seja, defecam ao ar livre.

           Portanto, cerca de 24 milhões de brasileiros ainda sofrem com o problema crônico e grave da falta de saneamento básico. Os motivos vão desde a ausência de prioridade nas políticas públicas até a própria cultura do morador da área rural, que não vê o saneamento básico como uma necessidade.

            Segundo dados do IBGE, estimativa de 2015, Ponte Nova possui 60.005 habitantes, sendo 10% existente no meio rural, espalhados em diversas comunidades, sendo as mais densamente povoadas o Cedro, Serra dos Pinheiros, Manoel Lucas, Bonfim, Brito, Ranchador e Dioguinho. Nestes locais não existe saneamento básico, do ponto de vista coletivo, mas algumas residências possuem as chamadas fossas sépticas, uma tecnologia simples, que vem sendo divulgada e ensinada pela EMATER.

            Fossas rudimentares  e outras soluções são por 47,3% dos domicílios rurais. Destaca-se que na sua maioria, essas soluções são inadequadas para o destino dos dejetos, como as já citadas fossas rudimentares, valas e o despejo de esgoto bruto diretamente nos cursos d’água, através daquelas “casinhas” construídas em cima do córrego. O restante, 52,7%, defeca ao ar livre, literalmente no meio do mato, aí permitindo a proliferação de doenças

            Em março, o vereador José Osório e o Secretário de Desenvolvimento Rural, Heitor Raimondi, propuseram usar parte dos recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente para aplicar em fossas sépticas e barraginhas, o que despoluiria cursos d’água e aumentaria a oferta do precioso líquido, que seria retido nas contenções. Recursos provenientes do orçamento do DMAES (0,5%) também seriam aplicados incluindo a novidade: recuperação e preservação de nascentes urbanas.

            Construir uma fossa séptica é muito simples e rende dividendos enormes para o meio ambiente. A EMPRABRA e a Universidade de São Carlos criaram a fossa séptica biodigestora, realizando estudos financiados pela Fundação Banco do Brasil. Quem quiser saber mais e como fazer, entre em contato com a EMATER Ponte Nova pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.) ou www.cnpdia.embrapa.br e www.fundacaobancodobrasil.org.br.

      

 

   
       

 

           

           

 

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DESPEDIDA DA PRESIDÊNCIA DO CODEMA

                                             Ponte Nova, 28 de abril de 2017                    

                                                     Caros cidadãos de Ponte Nova!                    

                                       A partir desta data deixo a presidência do Codema/Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio, órgão colegiado de assessoramento técnico do Poder Executivo. Paritário e deliberativo e normativo no âmbito de sua competência, o Codema notabilizou-se pela sua independência e coragem, não se submetendo a qualquer interesse comercial ou político. Como regra, sua eleição sempre ocorreu no ano anterior à posse de um novo prefeito, justamente para evitar contaminação política. Nas novas eleições vai prevalecer a subserviência ao poder público, uma vez que o Prefeito indica diretamente quatro representantes. Antes quem indicava os membros do Poder Público Municipal eram as Secretarias e o DMAES.

                                       Da minha parte, entendo que o atual governo municipal não tem culpa de nada do que está acontecendo. Como bem disse o Prefeito Wagner Mól Guimarães, “estou cumprindo literalmente o que está escrito na lei”. Ora, mas se uma lei é burra, autoritária e fora de propósito, não pode ser mudada?

                                      Continuo afirmando, a lei 4.088/2016, foi urdida nas escadarias sombrias e nos corredores coloniais da sede da Câmara Municipal, com o simples interesse de me alijar da presidência do Codema. O que nunca conseguiram pelo voto direto. Um golpe amparado por uma lei. Antes, os golpes eram através das baionetas dos milicos.

                                      Além disso, quando da derrubada dos vetos interpostos pelo Prefeito Guto Malta, dos vereadores presentes apenas Leo Moreira tinha sido reeleito. Vejam vocês! Na derrubada dos vetos do então Prefeito Guto Malta, comparecerem apenas 08 (oito) vereadores. E entre os oito, apenas 01 (um) tinha sido reeleito. Isto na segunda convocação, pois na primeira reunião não houve quorum, quando comparecerem apenas 05 (cinco) vereadores. Fato que nunca havia acontecido aos longos dos mais de 150 anos da Câmara Municipal. Desde que estou em Ponte Nova, há 40 anos, foi a primeira vez .

                                    Mas, vamos tocar o trem da história. Saio com a cabeça erguida e na esperança de que façam mais do que fiz com apoio dos meus companheiros honrados, leais e sempre querendo o bem desta terra, na defesa do meio ambiente.

                       Um abraço, e até breve!                                          

Ricardo Motta de Almeida

(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor, poeta e ambientalista desde 1977

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RECICLAGEM DE VIDRO: GERAÇÃO DE RENDA E PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE

                 Em uma época não muito distante nossos pais e até nós mesmos, guardávamos engradados de cerveja com garrafas vazias. Até os anos 1990, esse era um dos mais comuns jeitos de se comprar a bebida. Cada vez que a pessoa queria tomar uma gelada, saía de casa com os cascos vazios e voltava do mercado ou do bar com garrafas cheias. Eram as retornáveis, que nunca saíram de circulação, mas perderam um pouco de espaço. Mas dar uma nova chance para elas pode ser uma opção barata e ecológica.

               O vidro é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do dia-a-dia. Ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento. O vidro reciclado tem praticamente todas as características do vidro comum. O vidro pode ser reciclado infinitas vezes, sem perder sua característica e qualidade.

             A reciclagem do vidro é de extrema importância para o meio ambiente. Quando reciclamos o vidro ou compramos vidro reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza (rios, lagos, solo, matas). Não podemos esquecer também, que a reciclagem de vidro gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de vidro e outros materiais reciclados.

           Lembro-me bem de dois recicladores em Ponte Nova, os chamados pioneiros, e eram muito populares. Um era o Aristóteles Schiavo, popular “Tote Torresmo”, apelido que ele detestava. A molecada gostava de mangar dele, mas hoje, passados muitos anos, pode-se compreender sua importância. Ele comprava garrafas vazias e usava uma carrocinha de madeira e com um megafone manifestava sua presença: “Quem tem garrafa vazia, eu compro”. Essas garrafas eram recicladas, mas reutilizando-as para engarrafar cachaça.

            Outro reciclador, mas de papelão, era o Adão Preto, amigo do militar do Exército, William Dâmaso de Oliveira, desde quando possuía a patente de Sargento e comandante do Tiro de Guerra de Ponte Nova. Mais tarde, William foi promovido a Tenente. Adão Preto coletava papelão em toda a cidade, mas concentrava seus esforços na Vila Centenário, onde convivia diuturnamente na casa de Seu Zezinho e D. Nega, pais de Jurandir Maciel e Dr. Wandeir Maciel. Adão tomava umas cachaças, mas era de uma contagiante alegria, gostava de carnaval e era amigo de Sette de Barros, que fornecia a ele muita matéria-prima (papelão). Acho que ele vendia este papelão para “Neném Miséria”, no Triângulo.        

            Outro reciclador foi o árbitro de futebol, José Castor, que seguiu os passos de Adão. Sua participação na sociedade, promovendo a reciclagem de papel, papelão e metais, rendeu-lhe o título de Defensor do Meio Ambiente, com a entrega de um diploma em 2005, durante cerimônia realizada na sede social do 1º de Maio. José Castor foi o único popular a receber uma honraria deste nível oferecida pelo Codema/Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente, que era presidida por mim na ocasião. Aliás, eu sou presidente do Codema, desde julho de 1999, quando fui eleito por aclamação. Entre 2011 e 2013, o Codema foi presidido pelo engenheiro civil Nelson José Gomes Barbosa. Aproveito para me despedir.  A partir de 24 de abril de 2017, saio da presidência e entrego as chaves para o secretário Geral José Gonçalves Osório Filho. 

            Mas voltando ao vidro, notícias recentes dão conta que as cervejarias estão investindo na fabricação de garrafas recicláveis e estimulando o uso das retornáveis. Bom para todos e melhor ainda para o meio ambiente. A reciclagem é um processo inseparável da produção de embalagens de vidro, afinal, o vidro é único material 100% reciclável, infinitas vezes. 

 

           

(*) Ricardo Motta é jornalista, escritor, poeta  ambientalista desde 1977.

 

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